A cultura nordestina não cabe em uma única palavra, em um único ritmo ou em uma única imagem. Ela é feita de música, poesia, dança, gastronomia, repente, humor, tradição, memória e identidade. Foi justamente essa diversidade que inspirou Pedro Henrique Oliveira de Lima na criação da nova identidade visual do Programa Nordeste Diversos, uma das ações culturais desenvolvidas pela SORAC.
A arte integra esse novo momento vivido pelos projetos da instituição, fortalecido por meio do Termo de Fomento nº 015/2026, junto ao Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande e à Prefeitura Municipal de Campina Grande. Essa parceria possibilitou ampliar e qualificar ações, materiais e a própria comunicação visual dos projetos.
E, mais uma vez, Pedro procurou fazer com que a imagem tivesse significado.
No centro da criação está um dos maiores símbolos do Nordeste: o sol.
Mas não é apenas o sol do clima nordestino. É um sol que irradia cultura.
Em seus raios aparecem diferentes expressões da nossa identidade: repente, música, poesia, gastronomia, humor, tradição, dança e cultura. Cada raio segue uma direção, como se mostrasse que a cultura nordestina possui inúmeros caminhos, mas todos partem de uma mesma raiz.
É uma imagem simples de compreender e, ao mesmo tempo, profundamente simbólica:
um único sol iluminando muitas culturas.
No centro aparecem ainda elementos carregados de memória e pertencimento.
A sanfona lembra o forró, o baião, o xote e tantas músicas que atravessaram gerações.
O mandacaru representa a resistência de quem aprende a florescer mesmo diante das adversidades.
A fogueira traz a memória das festas populares, especialmente do São João, dos encontros, das quadrilhas e das noites em que famílias e comunidades se reúnem para celebrar.
O café quente lembra a hospitalidade nordestina, a conversa na cozinha, a prosa entre amigos e aquele costume tão nosso de receber alguém oferecendo primeiro um cafezinho.
E então surge o personagem nordestino, com seu chapéu de couro, sua sanfona e sua colher de pau, cercado pela viola, pela panela de barro, pelo milho, pelo feijão e por outros elementos da terra.
Ele reúne, em uma única figura, vários Nordestes.
É o agricultor.
É o sanfoneiro.
É o artista.
É o homem do campo.
É o contador de histórias.
É aquele que planta e também canta; que trabalha e também festeja; que guarda suas tradições sem deixar de acompanhar as transformações do seu tempo.
A colher de pau e a panela de barro lembram que gastronomia também é cultura. Cada receita tradicional guarda uma história, uma memória familiar e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A viola e a sanfona representam a musicalidade.
O chapéu de couro remete ao vaqueiro e ao sertanejo.
O milho e o feijão aproximam a criação da agricultura e da mesa nordestina.
E o grande sorriso do personagem apresenta aquilo que talvez seja um dos aspectos mais bonitos da proposta: um Nordeste que se reconhece com orgulho.
Pedro Henrique construiu uma arte que não apresenta o Nordeste somente pelas dificuldades historicamente enfrentadas por seu povo. A imagem mostra um Nordeste criativo, produtivo, alegre, resistente e culturalmente extraordinário.
Essa é também a essência do Nordeste Diversos.
O programa nasce para abrir espaço à cultura, aos valores, às manifestações populares e, principalmente, aos artistas nordestinos. É um lugar para a música encontrar a poesia; para o cordel encontrar a dança; para a gastronomia encontrar a história; para o artista popular encontrar espaço; e para diferentes gerações reconhecerem o valor daquilo que nasceu em nossa própria terra.
Por isso, a criação de Pedro Henrique possui tanta relação com a proposta do programa.
Ele conseguiu transformar o próprio nome “Nordeste Diversos” em imagem.
Diversos são nossos ritmos.
Diversos são nossos sabores.
Diversas são nossas manifestações.
Diversas são nossas histórias.
Mas existe algo que nos une: as nossas raízes.
Essa sensibilidade também demonstra a importância do trabalho que Pedro vem desenvolvendo junto à SORAC. Por conhecer os projetos, acompanhar suas atividades e compreender seus objetivos, ele consegue criar identidades que não são apenas bonitas visualmente: elas contam histórias.
Cada criação possui sua particularidade, mas todas ajudam a construir uma nova apresentação dos programas e projetos da instituição.
E no Nordeste Diversos, Pedro encontrou no sol a melhor metáfora para representar tudo isso.
Porque o sol nasce para todos.
Seus raios seguem caminhos diferentes.
E cada um deles ilumina alguma coisa.
Assim também é a cultura nordestina: muitas manifestações, muitos artistas, muitos sotaques, muitos ritmos, muitos sabores e inúmeras histórias — todos iluminados pela força de uma mesma identidade.
NORDESTE DIVERSOS
Um sol. Muitos raios. Muitas culturas. Um Nordeste inteiro para conhecer, valorizar e preservar.
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