segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Quando duas instituições descobrem que seus caminhos podem se encontrar em torno de objetivos comuns, a parceria deixa de ser apenas institucional e passa a ser uma ponte para novas oportunidades.




Quando duas instituições descobrem que seus caminhos podem se encontrar em torno de objetivos comuns, a parceria deixa de ser apenas institucional e passa a ser uma ponte para novas oportunidades.

É nesse sentido que vem se fortalecendo a parceria entre a SORAC – Associação Raízes da Cultura e a ADCPIN – Associação de Comunicadores e Profissionais de Imprensa do Nordeste. Duas instituições com histórias, experiências e áreas de atuação próprias, mas que encontraram na comunicação, na cultura, na educação e no compromisso social importantes pontos de união.

Essa aproximação tem demonstrado, na prática, o quanto podemos produzir quando substituímos o isolamento pelo diálogo.

A SORAC traz consigo uma longa experiência construída diretamente nas comunidades, especialmente por meio de projetos sociais, culturais e educacionais. É uma instituição que acredita na formação de crianças, adolescentes e jovens, no fortalecimento das famílias, na valorização da terceira idade, na leitura, no cordel, na cultura popular e, principalmente, no potencial existente dentro das próprias comunidades.

A ADCPIN, por sua vez, fortalece essa caminhada através de sua atuação no universo da comunicação e da imprensa, reunindo profissionais, comunicadores e diferentes segmentos que fazem diariamente a informação chegar à sociedade.

Quando esses dois conhecimentos se encontram, um passa a fortalecer o outro.

A experiência comunitária e cultural da SORAC encontra novos caminhos através da comunicação. E a comunicação encontra, nos projetos sociais e culturais, histórias, experiências e pautas capazes de aproximá-la ainda mais das pessoas.

COMUNICAÇÃO TAMBÉM É TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

A parceria parte de uma compreensão muito importante: comunicação não significa apenas transmitir uma notícia.

Comunicação também é educar, orientar, ouvir, dar visibilidade, preservar memórias, fortalecer a cultura e abrir espaço para quem muitas vezes permanece distante dos grandes meios.

Quando uma criança aprende a falar diante de um microfone, estamos trabalhando comunicação.

Quando um adolescente aprende a entrevistar alguém, estamos trabalhando comunicação.

Quando um cordel leva conhecimento para dentro de uma escola, também existe comunicação.

Quando uma biblioteca comunitária aproxima o livro de uma família, existe transmissão de conhecimento.

Quando um artista popular encontra espaço para apresentar sua obra, estamos democratizando a comunicação e a cultura.

É justamente nessa amplitude que SORAC e ADCPIN conseguem caminhar juntas.

UMA PARCERIA QUE PRODUZ

Os resultados dessa aproximação podem ser percebidos em diferentes frentes.

Projetos como o Jovem Repórter aproximam juventude e comunicação, permitindo trabalhar fotografia, rádio, entrevistas, produção de conteúdo e novas mídias.

O Cordel nas Escolas utiliza uma das mais importantes expressões da cultura nordestina para levar educação, cidadania, direitos e valores às novas gerações.

As Bibliotecas Comunitárias fortalecem leitura e conhecimento.

As iniciativas culturais criam espaços para poetas, escritores, músicos e demais artistas.

E ações como o Nordeste Diversos ajudam a mostrar que a comunicação também possui a responsabilidade de preservar e divulgar aquilo que forma a identidade do nosso povo.

A ADCPIN acrescenta a esse universo a possibilidade de ampliar diálogos com rádios, sites, blogs, web rádios, televisão, mídias digitais e diferentes profissionais da imprensa, além de estimular debates sobre qualificação, valorização e fortalecimento daqueles que trabalham diariamente levando informação à sociedade.

Isso gera produtividade porque cada instituição começa a enxergar possibilidades que, sozinha, talvez demorasse muito mais para alcançar.

Uma abre caminhos para a outra.
Uma compartilha conhecimento com a outra.
Uma aprende com a experiência da outra.

E ambas crescem.

NÃO É PERDER IDENTIDADE. É SOMAR EXPERIÊNCIAS.

Existe também um princípio importante nessa parceria: cada instituição preserva sua história, sua autonomia e sua identidade.

Parceria não significa que uma instituição precisa se transformar na outra.

Significa justamente o contrário.

É colocar aquilo que cada uma possui de melhor à disposição de uma construção coletiva.

A SORAC continua com sua essência comunitária, social, cultural e educacional.

A ADCPIN continua desenvolvendo sua missão de articulação, representação e fortalecimento da comunicação e dos profissionais de imprensa.

Mas, onde essas duas missões se encontram, surge um território enorme de possibilidades.

Podemos realizar capacitações.

Promover encontros e debates.

Fortalecer projetos de comunicação comunitária.

Estimular novos comunicadores.

Criar espaços para artistas.

Valorizar a literatura e a cultura nordestina.

Aproximar profissionais experientes dos jovens que estão começando.

Levar conhecimento para escolas e comunidades.

Construir novas pontes institucionais.

E, principalmente, transformar informação em instrumento de cidadania.

QUANDO EXPERIÊNCIA ENCONTRA EXPERIÊNCIA

Uma das maiores riquezas dessa parceria é justamente a troca de conhecimento.

Nenhuma instituição sabe tudo.

Nenhuma organização consegue alcançar todos os espaços sozinha.

Quando temos maturidade para compreender isso, começamos a perceber que compartilhar conhecimento não diminui ninguém.

Multiplica.

Aquilo que a SORAC aprendeu durante anos trabalhando dentro das comunidades pode contribuir com a ADCPIN.

Aquilo que a ADCPIN construiu através do diálogo com comunicadores, imprensa e diferentes espaços institucionais pode contribuir com a SORAC.

E aquilo que as duas aprendem juntas retorna para a sociedade através de novas ações.

Esse movimento de aprender, compartilhar e multiplicar é talvez um dos maiores resultados dessa união.

ABRINDO ESPAÇO PARA UMA NOVA GERAÇÃO

Há ainda uma missão que aproxima profundamente as duas instituições: acreditar em novos talentos.

A comunicação está mudando rapidamente.

Hoje convivemos com rádio, televisão, sites, blogs, podcasts, redes sociais, fotografia, vídeo, produção digital e inúmeras outras formas de transmitir informação.

Por isso, precisamos preparar novas gerações não apenas para consumir comunicação, mas também para produzi-la com responsabilidade, conhecimento e ética.

A parceria entre SORAC e ADCPIN permite criar justamente essa ponte entre quem já possui experiência e quem está começando.

É permitir que o jovem encontre o profissional.

Que a comunidade encontre a imprensa.

Que a cultura encontre os meios de comunicação.

Que o conhecimento encontre novas formas de circular.

JUNTOS PODEMOS CHEGAR MAIS LONGE

Depois de tantas experiências, uma certeza se fortalece:

instituições não precisam disputar espaços quando podem construir espaços.

Existe lugar para todos aqueles que trabalham com responsabilidade e compromisso social.

E quanto mais organizações, comunicadores, educadores, artistas e lideranças compreenderem a importância desse diálogo, maiores serão as possibilidades de transformação.

A parceria entre SORAC e ADCPIN nasce dessa visão.

Não é apenas uma parceria de nomes ou logomarcas.

É uma aproximação de experiências.

É troca de conhecimento.

É abertura de caminhos.

É comunicação encontrando cultura.

É cultura encontrando educação.

É educação encontrando cidadania.

E é a sociedade recebendo o resultado dessa construção.

Ainda existe muito para fazer.

Novas comunidades para alcançar.

Novos profissionais para aproximar.

Novos jovens para incentivar.

Novos projetos para desenvolver.

Novas parcerias para construir.

E justamente por isso continuamos acreditando no diálogo.

Porque quando duas instituições compreendem que o conhecimento de uma pode fortalecer a caminhada da outra, ninguém precisa diminuir para que o outro cresça.

Crescemos juntos.

SORAC – Associação Raízes da Cultura
e
ADCPIN – Associação de Comunicadores e Profissionais de Imprensa do Nordeste

Duas histórias, experiências que se somam e um compromisso em comum: abrir caminhos para que comunicação, cultura, educação e cidadania cheguem cada vez mais longe.


 

 



Hoje não encerramos simplesmente uma etapa de trabalho. Celebramos o resultado de uma escolha feita muitos anos atrás: acreditar.


Acreditar na comunidade. Acreditar na educação. Acreditar na cultura. E, sobretudo, acreditar que, quando um jovem encontra uma porta aberta, orientação e oportunidade, ele pode descobrir capacidades que talvez nem ele próprio soubesse que possuía.



É com esse sentimento que a direção, a coordenação e toda a família da ASSORAC – Associação Raízes da Cultura registram seu reconhecimento e agradecimento a Pedro Henrique Oliveira de Lima, pela conclusão desta importante etapa de trabalho desenvolvida junto aos nossos projetos.



Pedro não chegou à nossa história apenas agora.


Ele também é fruto dela.


Sua caminhada se encontra com a trajetória do Programa Jovem Repórter, onde teve contato com comunicação, participação, aprendizado e protagonismo. Aquele jovem que um dia encontrou uma porta aberta foi crescendo, adquirindo experiências, desenvolvendo habilidades e descobrindo novos caminhos.



E hoje temos a felicidade de vê-lo do outro lado dessa história: não somente recebendo uma oportunidade, mas utilizando seu talento para fortalecer os projetos que também contribuíram para sua formação.


QUANDO ACREDITAR SE TRANSFORMA EM RESULTADO




A ASSORAC sempre defendeu que nossas comunidades não podem ser apresentadas somente através de suas dificuldades.


Quando se fala da periferia, muitas vezes aparecem primeiro a violência, as drogas, a criminalidade, a vulnerabilidade e tantos outros desafios reais que precisam ser enfrentados.


Mas existe outro lado que também precisa ganhar voz.


Nas comunidades existem talentos.




Existem jovens capazes de fotografar, filmar, desenhar, comunicar, escrever, apresentar, produzir, criar, editar e transformar ideias em projetos.


Existem jovens esperando uma oportunidade.


Pedro é uma demonstração disso.



Um dia a ASSORAC ajudou a regar uma semente. Hoje enxergamos essa semente crescendo, tornando-se fruto e, mais bonito ainda, começando a produzir outros frutos.


Ao longo desta etapa, Pedro colocou sua criatividade a serviço da instituição em trabalhos de fotografia, vídeo, comunicação, arte, mídia e desenvolvimento de identidades visuais.



E cada criação procurou contar uma história.


Na nova identidade do Jovem Repórter, o microfone e a câmera representam uma juventude que deixa de ser apenas espectadora para produzir e comunicar sua própria realidade.


No Cordel na Escola, o livro ganha vida, veste o chapéu de couro e carrega consigo cultura, leitura, cidadania e identidade nordestina.


No Nordeste Diversos, o grande sol irradia poesia, música, dança, história, gastronomia, repente, humor e tradição, mostrando que existem muitos Nordestes unidos pela mesma raiz.


Na Biblioteca Comunitária das Malvinas, a criança abre um enorme livro como quem abre uma janela para o futuro, cercada pela leitura, pesquisa, arte e criatividade.


E na nova apresentação da própria ASSORAC, o jovem com livro, mochila e tecnologia ao lado das mãos coloridas da instituição praticamente resume tudo aquilo em que acreditamos: diversidade, educação, oportunidade e protagonismo.




Somam-se a essas criações os trabalhos desenvolvidos para o cordel “A Família – O Primeiro Projeto de Deus”, os materiais relacionados aos direitos e deveres da criança e do adolescente, ao Estatuto da Criança e do Adolescente e às novas legislações, além de outras produções educacionais, culturais e de comunicação realizadas nesse período.


Não foram apenas artes entregues.


Foi sensibilidade colocada em cada trabalho.


O TERMO DE FOMENTO E UMA NOVA ETAPA


Essa caminhada ganhou novo impulso com as ações realizadas através do Termo de Fomento nº 015/2026, em parceria com o Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande – FMAS e a Prefeitura Municipal de Campina Grande – PMCG.


Esse instrumento representa muito mais do que recursos destinados à execução de atividades.


Para uma instituição social, significa possibilidade de qualificar ações, melhorar estruturas, ampliar atendimentos, fortalecer projetos e chegar às comunidades com mais condições de desenvolver aquilo que durante tantos anos foi construído com dedicação e persistência.


E existe uma dimensão especialmente bonita nisso tudo: quando surgiu a oportunidade de contratar e confiar responsabilidades, também pudemos olhar para alguém que cresceu próximo aos nossos próprios projetos.


A oportunidade voltou para a comunidade.


Pedro recebeu uma missão profissional.


Havia trabalho acordado, responsabilidades, prazos e entregas.


E hoje, ao concluirmos esta etapa, podemos registrar que ele procurou cumprir seu papel com ética, responsabilidade, compromisso, criatividade e respeito à instituição.


Por isso, este agradecimento não é favor.


É reconhecimento.


Reconhecimento pelo trabalho realizado e pela confiança correspondida.


PEDRO, OBRIGADO POR ESSA ENTREGA


Pedro Henrique, hoje queremos falar diretamente a você.


Obrigado por cada fotografia.


Obrigado por cada vídeo.


Obrigado por cada imagem.


Obrigado pelas horas diante de uma tela tentando transformar nossas ideias em cores, personagens e símbolos.


Obrigado por ouvir, corrigir, refazer, experimentar e procurar compreender aquilo que cada projeto precisava transmitir.


Você recebeu uma oportunidade, mas também recebeu uma responsabilidade.


E procurou honrá-la com seu trabalho.


Talvez você mesmo ainda não consiga dimensionar o significado disso.


Porque quando um jovem que passou por um projeto retorna com capacidade para trabalhar profissionalmente dentro dele, existe ali uma resposta para muitos anos de caminhada.


É como se aquela pequena semente dissesse:


“Valeu a pena terem acreditado em mim.”


E nós respondemos:


Valeu a pena, Pedro.


MAS ESSA HISTÓRIA NÃO É APENAS DE PEDRO


Ao homenageá-lo, queremos também reconhecer tantos outros jovens que passaram e continuam passando pelas ações da ASSORAC.


Ao longo dessa caminhada, vimos participantes seguirem para diferentes espaços da comunicação. Hoje encontramos jovens e ex-participantes construindo experiências em televisão, rádio, sites, blogs, comunicação digital e outros ambientes profissionais, dentro e fora de nossa cidade.


Cada trajetória possui seu próprio caminho.


Cada conquista pertence, antes de tudo, ao esforço de quem a alcançou.


Mas para uma instituição social existe uma alegria imensa em saber que, em algum momento dessa caminhada, pudemos oferecer uma porta, um microfone, um livro, uma orientação, uma atividade ou simplesmente alguém dizendo: “tente, você consegue.”


É para isso que um projeto social existe.


Não para criar dependência.


Para criar autonomia.


Não para manter eternamente o jovem dentro do projeto.


Para prepará-lo para ocupar o mundo.


NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO SÃO AS PESSOAS


Podemos ter equipamentos novos.


Podemos produzir belas camisas.


Podemos construir cenários.


Podemos renovar logomarcas.


Podemos ampliar bibliotecas.


Tudo isso é importante.


Mas nenhuma dessas coisas possui sentido se não conseguirmos transformar oportunidades em desenvolvimento humano.


Nosso maior patrimônio continuará sendo gente.


A criança que pega seu primeiro livro.


O adolescente que segura um microfone tremendo e, algum tempo depois, fala com segurança.


O jovem que aprende a fotografar.


A menina que descobre a escrita.


O estudante que aprende a editar um vídeo.


O participante que entra tímido e começa a compreender que sua voz também merece ser ouvida.


É aí que mora a verdadeira transformação.


DA SEMENTE AO FRUTO


Pedro, talvez esta seja a imagem que melhor represente este momento:


um dia você foi uma das sementes.


Recebeu água.


Recebeu espaço.


Recebeu confiança.


Mas ninguém cresce apenas porque alguém acredita.


Você também precisou fazer sua parte.


Precisou aprender.


Precisou insistir.


Precisou desenvolver suas capacidades.


E hoje aquela semente apresenta frutos através da arte, fotografia, comunicação e mídia.


Por isso, ao concluirmos formalmente esta etapa do trabalho desenvolvido dentro das ações do Termo de Fomento nº 015/2026, não queremos escrever simplesmente:


“serviço concluído.”


Queremos escrever:


“mais uma etapa de uma história construída.”


Porque contratos terminam.


Etapas terminam.


Projetos possuem cronogramas.


Mas aquilo que uma oportunidade desperta dentro de uma pessoa pode acompanhá-la por toda a vida.


SIGA EM FRENTE


Pedro Henrique Oliveira de Lima, receba o nosso respeito, reconhecimento e agradecimento.


Que Deus abençoe sua vida, ilumine seus caminhos e lhe dê sabedoria para continuar aprendendo.


Você ainda tem muito a crescer.


Muito a aperfeiçoar.


Muito a descobrir.


E certamente muito a oferecer.


Continue estudando. Continue criando. Continue ouvindo. Continue aprendendo. Continue compreendendo que talento abre portas, mas ética, responsabilidade, humildade e compromisso ajudam a mantê-las abertas.


A ASSORAC se sente honrada por poder dizer que você faz parte dessa história.


Assim como sentimos orgulho de cada jovem que passou por nossos projetos e hoje escreve sua própria caminhada.


E continuaremos acreditando nos que ainda chegarão.


Porque, depois de tantos anos, aprendemos uma coisa:


quando alguém pergunta onde estão os resultados de um projeto social, muitas vezes não precisamos mostrar números.


Precisamos mostrar pessoas.


Mostrar histórias.


Mostrar caminhos.


Mostrar jovens que receberam uma oportunidade e seguiram adiante.


Pedro é uma dessas histórias.


E haverá outras.


Muitas outras.


Porque enquanto houver uma criança precisando de um livro, um adolescente procurando uma oportunidade e um jovem esperando que alguém enxergue seu talento, haverá razões para continuarmos trabalhando.


Hoje agradecemos pela colheita.


Amanhã voltamos a plantar.


Parabéns, Pedro Henrique Oliveira de Lima.


Obrigado pela dedicação, pela responsabilidade e pela sensibilidade colocada em cada trabalho desta etapa.


A semente cresceu.

O fruto apareceu.

E agora esse fruto também começa a espalhar novas sementes.


Esse é o sentido de acreditar.


Esse é o sentido de oportunizar.


Esse é o sentido de transformar.


ASSORAC – Associação Raízes da Cultura

Há mais de 15 anos acreditando que cultura, educação, comunicação e oportunidade podem transformar histórias.


Quando acreditamos na juventude, não estamos apenas investindo no futuro. Estamos permitindo que ela comece a construí-lo hoje.

Existem momentos em que uma instituição olha para uma arte e enxerga muito mais do que cores, desenhos e uma nova identidade visual. Enxerga o resultado de tudo aquilo em que acreditou durante anos.


Existem momentos em que uma instituição olha para uma arte e enxerga muito mais do que cores, desenhos e uma nova identidade visual. Enxerga o resultado de tudo aquilo em que acreditou durante anos.




A nova arte da ASSORAC – Associação Raízes da Cultura, criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima, possui exatamente esse significado.

Ela chega em um período de renovação, crescimento e fortalecimento dos projetos da instituição, mas traz consigo algo ainda maior: foi criada por um jovem que também é fruto dessa caminhada.

E isso não tem preço.

Na nova composição, Pedro preservou a identidade original da ASSORAC, com as mãos coloridas que representam diversidade, participação, união e construção coletiva. Ao lado dela, porém, surge um novo personagem: um jovem estudante, alegre, carregando livro, mochila e fones de ouvido.

Não é simplesmente um mascote.

Ele pode representar cada criança e cada adolescente que um dia entrou em um projeto da ASSORAC sem saber exatamente até onde aquela oportunidade poderia levá-lo.

O livro aberto simboliza conhecimento e educação.

A mochila representa caminhada, escola e preparação para o futuro.

Os fones de ouvido aproximam esse jovem da comunicação, da tecnologia e das novas linguagens.

Os livros ao seu lado reforçam a leitura como instrumento de liberdade e formação.

E as cores presentes no personagem dialogam com as próprias mãos da logomarca institucional, como se aquele jovem tivesse saído de dentro da identidade da ASSORAC e ganhado vida.

Essa talvez seja a maior simbologia dessa criação.

O jovem que antes era alcançado pelo projeto passa a ajudar a construir o próprio projeto.

Pedro Henrique conhece essa realidade não apenas como profissional responsável por uma criação gráfica. Ele conhece por experiência e convivência. Foi um jovem da comunidade em quem se acreditou, para quem uma porta foi aberta e que, com o passar do tempo, foi descobrindo e desenvolvendo suas capacidades.

Hoje, sua participação alcança diferentes etapas dos projetos. Fotografia, vídeo, imagens, comunicação e criação de identidades visuais passaram a fazer parte desse processo de crescimento.

E quando surgiu uma nova oportunidade através das ações do Termo de Fomento nº 015/2026, houve uma escolha muito significativa: olhar também para dentro da própria comunidade e acreditar no talento que havia sido cultivado ali.

Pedro recebeu confiança.

E respondeu com trabalho, criatividade e produtividade.

Uma coleção de artes, uma história de crescimento

Ao longo desse processo, suas criações passaram a ajudar a renovar a apresentação de diferentes iniciativas da instituição.

No Jovem Repórter, procurou traduzir a força da juventude encontrando voz através da comunicação.

No Cordel nas Escolas, aproximou infância, literatura, educação e raízes nordestinas.

Na publicação “A Família – O Primeiro Projeto de Deus”, utilizou as mãos envolvendo pais e filhos para transmitir proteção, amor, diálogo e união.

Nos trabalhos relacionados ao Estatuto da Criança e do Adolescente, seus direitos, deveres e novas legislações, a comunicação visual passou a colaborar com uma proposta que transforma conteúdos importantes em instrumentos mais acessíveis de educação e cidadania.

Também desenvolveu trabalhos gráficos ligados a conteúdos de estudo e conhecimento jurídico, incluindo materiais relacionados à OAB e a diferentes áreas do Direito, procurando transformar temas densos em apresentações visualmente organizadas e atrativas.

No Nordeste Diversos, fez o sol irradiar música, repente, poesia, dança, gastronomia, humor, tradição e cultura, cercando tudo com elementos que remetem às nossas raízes.

Na Biblioteca Comunitária das Malvinas, colocou uma criança diante de um enorme livro aberto, cercada de lápis, pincéis, livros e cores, fazendo da leitura uma grande janela para o conhecimento.

E agora, na própria identidade da ASSORAC, talvez esteja representado o ponto de encontro de todas essas histórias.

Porque o personagem que segura o livro poderia ser qualquer jovem.

Mas, simbolicamente, também poderia ser Pedro.

Um jovem que encontrou uma porta aberta e, anos depois, retorna trazendo consigo aquilo que aprendeu, desenvolveu e aperfeiçoou.

É por isso que precisamos acreditar na juventude

Muitas vezes, quando se fala sobre jovens das comunidades, ganha espaço justamente aquilo que deu errado.

Fala-se das drogas.

Da violência.

Da criminalidade.

Da evasão escolar.

Das dificuldades.

Tudo isso precisa ser enfrentado. Mas uma comunidade não pode ser definida somente por seus problemas.

Dentro das comunidades existem fotógrafos esperando uma primeira câmera.
Existem designers esperando um computador.
Existem radialistas esperando um microfone.
Existem escritores esperando um livro.
Existem músicos esperando um instrumento.
Existem comunicadores esperando uma oportunidade.
Existem talentos esperando simplesmente que alguém acredite.

Pedro Henrique representa justamente o outro lado dessa história.

Não queremos mostrar a juventude caída.

Queremos ajudá-la a ficar de pé.

Não queremos apenas apontar aquilo que um jovem não conseguiu fazer.

Queremos descobrir aquilo que ele é capaz de fazer quando encontra oportunidade, orientação e confiança.

E isso explica por que esse trabalho possui um significado tão especial para a ASSORAC.

Ao final dessa etapa de criação vinculada às ações do Termo de Fomento, não ficam somente arquivos digitais, fotografias, vídeos, logomarcas ou materiais de divulgação.

Fica uma demonstração concreta de protagonismo juvenil.

A instituição acreditou naquele jovem.

Abriu espaço.

Deu responsabilidade.

Permitiu que criasse.

E ele respondeu mostrando sua sensibilidade e seu crescimento.

Esse talvez seja um dos resultados mais bonitos que um projeto social pode apresentar.

Porque o verdadeiro resultado de um projeto não está somente na quantidade de atividades realizadas.

Está também no dia em que um antigo participante começa a construir oportunidades para os que estão chegando depois dele.

É assim que se forma um ciclo.

A criança participa.

O adolescente aprende.

O jovem descobre seu talento.

Recebe oportunidade.

Cresce.

E um dia retorna para ajudar outras crianças e outros jovens a descobrirem seus próprios caminhos.

Isso é transformação social.

E é desse Brasil que precisamos falar mais.

Do Brasil que acredita antes de condenar.

Que orienta antes de desistir.

Que abre portas em vez de apontar somente os problemas.

Que oferece cultura, educação, comunicação, esporte, leitura e arte como caminhos possíveis.

Porque talvez existam milhares de “Pedros” espalhados pelas periferias e comunidades brasileiras.

O que muitas vezes falta não é capacidade.

Falta oportunidade.

Por isso, esta nova arte da ASSORAC representa muito mais do que inovação visual.

Ela representa um princípio que acompanha a instituição:

acreditar nas pessoas.

Acreditar na criança.

Acreditar no adolescente.

Acreditar no jovem.

Acreditar no potencial existente dentro das comunidades.

E ter a coragem de entregar responsabilidade para que esse potencial possa aparecer.

Quando olhamos para esse mascote sorrindo, segurando seu livro, cercado pelas cores da ASSORAC, podemos enxergar exatamente essa mensagem:

“Alguém acreditou em mim. Agora eu posso mostrar do que sou capaz.”

Esse é o presente que Pedro Henrique Oliveira de Lima deixa nesta etapa de seu trabalho.

E talvez seja também uma das maiores respostas que os projetos da ASSORAC poderiam receber depois de tantos anos:

quando plantamos oportunidades, podemos colher protagonistas.

ASSORAC – Associação Raízes da Cultura
Cultura que acolhe. Educação que fortalece. Oportunidades que revelam talentos.

Porque acreditar em um jovem hoje pode significar transformar toda uma história amanhã.


 

A cultura nordestina não cabe em uma única palavra, em um único ritmo ou em uma única imagem. Ela é feita de música, poesia, dança, gastronomia, repente, humor, tradição, memória e identidade. Foi justamente essa diversidade que inspirou Pedro Henrique Oliveira de Lima na criação da nova identidade visual do Programa Nordeste Diversos, uma das ações culturais desenvolvidas pela ASSORAC.





A cultura nordestina não cabe em uma única palavra, em um único ritmo ou em uma única imagem. Ela é feita de música, poesia, dança, gastronomia, repente, humor, tradição, memória e identidade. Foi justamente essa diversidade que inspirou Pedro Henrique Oliveira de Lima na criação da nova identidade visual do Programa Nordeste Diversos, uma das ações culturais desenvolvidas pela SORAC.

A arte integra esse novo momento vivido pelos projetos da instituição, fortalecido por meio do Termo de Fomento nº 015/2026, junto ao Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande e à Prefeitura Municipal de Campina Grande. Essa parceria possibilitou ampliar e qualificar ações, materiais e a própria comunicação visual dos projetos.

E, mais uma vez, Pedro procurou fazer com que a imagem tivesse significado.

No centro da criação está um dos maiores símbolos do Nordeste: o sol.

Mas não é apenas o sol do clima nordestino. É um sol que irradia cultura.

Em seus raios aparecem diferentes expressões da nossa identidade: repente, música, poesia, gastronomia, humor, tradição, dança e cultura. Cada raio segue uma direção, como se mostrasse que a cultura nordestina possui inúmeros caminhos, mas todos partem de uma mesma raiz.

É uma imagem simples de compreender e, ao mesmo tempo, profundamente simbólica:

um único sol iluminando muitas culturas.

No centro aparecem ainda elementos carregados de memória e pertencimento.

A sanfona lembra o forró, o baião, o xote e tantas músicas que atravessaram gerações.

O mandacaru representa a resistência de quem aprende a florescer mesmo diante das adversidades.

A fogueira traz a memória das festas populares, especialmente do São João, dos encontros, das quadrilhas e das noites em que famílias e comunidades se reúnem para celebrar.

O café quente lembra a hospitalidade nordestina, a conversa na cozinha, a prosa entre amigos e aquele costume tão nosso de receber alguém oferecendo primeiro um cafezinho.

E então surge o personagem nordestino, com seu chapéu de couro, sua sanfona e sua colher de pau, cercado pela viola, pela panela de barro, pelo milho, pelo feijão e por outros elementos da terra.

Ele reúne, em uma única figura, vários Nordestes.

É o agricultor.

É o sanfoneiro.

É o artista.

É o homem do campo.

É o contador de histórias.

É aquele que planta e também canta; que trabalha e também festeja; que guarda suas tradições sem deixar de acompanhar as transformações do seu tempo.

A colher de pau e a panela de barro lembram que gastronomia também é cultura. Cada receita tradicional guarda uma história, uma memória familiar e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A viola e a sanfona representam a musicalidade.

O chapéu de couro remete ao vaqueiro e ao sertanejo.

O milho e o feijão aproximam a criação da agricultura e da mesa nordestina.

E o grande sorriso do personagem apresenta aquilo que talvez seja um dos aspectos mais bonitos da proposta: um Nordeste que se reconhece com orgulho.

Pedro Henrique construiu uma arte que não apresenta o Nordeste somente pelas dificuldades historicamente enfrentadas por seu povo. A imagem mostra um Nordeste criativo, produtivo, alegre, resistente e culturalmente extraordinário.

Essa é também a essência do Nordeste Diversos.

O programa nasce para abrir espaço à cultura, aos valores, às manifestações populares e, principalmente, aos artistas nordestinos. É um lugar para a música encontrar a poesia; para o cordel encontrar a dança; para a gastronomia encontrar a história; para o artista popular encontrar espaço; e para diferentes gerações reconhecerem o valor daquilo que nasceu em nossa própria terra.

Por isso, a criação de Pedro Henrique possui tanta relação com a proposta do programa.

Ele conseguiu transformar o próprio nome “Nordeste Diversos” em imagem.

Diversos são nossos ritmos.

Diversos são nossos sabores.

Diversas são nossas manifestações.

Diversas são nossas histórias.

Mas existe algo que nos une: as nossas raízes.

Essa sensibilidade também demonstra a importância do trabalho que Pedro vem desenvolvendo junto à SORAC. Por conhecer os projetos, acompanhar suas atividades e compreender seus objetivos, ele consegue criar identidades que não são apenas bonitas visualmente: elas contam histórias.

Cada criação possui sua particularidade, mas todas ajudam a construir uma nova apresentação dos programas e projetos da instituição.

E no Nordeste Diversos, Pedro encontrou no sol a melhor metáfora para representar tudo isso.

Porque o sol nasce para todos.

Seus raios seguem caminhos diferentes.

E cada um deles ilumina alguma coisa.

Assim também é a cultura nordestina: muitas manifestações, muitos artistas, muitos sotaques, muitos ritmos, muitos sabores e inúmeras histórias — todos iluminados pela força de uma mesma identidade.

NORDESTE DIVERSOS
Um sol. Muitos raios. Muitas culturas. Um Nordeste inteiro para conhecer, valorizar e preservar.







 

Existem trabalhos gráficos que simplesmente ilustram uma publicação. Outros conseguem, antes mesmo da primeira página ser aberta, transmitir a mensagem que existe dentro dela. É exatamente essa a força da arte criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima para o cord el “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, do Poeta Aziel Lima, integrante das ações do Projeto Cordel nas Escolas.




Existem trabalhos gráficos que simplesmente ilustram uma publicação. Outros conseguem, antes mesmo da primeira página ser aberta, transmitir a mensagem que existe dentro dela. É exatamente essa a força da arte criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima para o cord
el “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, do Poeta Aziel Lima, integrante das ações do Projeto Cordel nas Escolas.
Ao observar a capa, o primeiro elemento que chama a atenção são duas grandes mãos envolvendo a família. Não estão ali por acaso. Elas representam acolhimento, cuidado, proteção e amparo. Dentro delas aparecem pai, mãe e filhos, reunidos e próximos, transmitindo a ideia de comunhão, diálogo e pertencimento.

As mãos também carregam uma dimensão espiritual relacionada diretamente ao título “O Primeiro Projeto de Deus”. É como se representassem o cuidado divino envolvendo o núcleo familiar, protegendo aquilo que o cordel apresenta como um dos primeiros espaços de formação humana: o lugar onde aprendemos a amar, respeitar, dividir, perdoar, conversar e cuidar uns dos outros.

Pedro Henrique conseguiu trabalhar essa mensagem com sensibilidade porque não colocou apenas uma família no centro da imagem. Ele colocou a família dentro de mãos que acolhem.

E esse detalhe muda toda a leitura da arte.

Ao redor dessa cena principal, outros elementos ajudam a contar a história. Os corações remetem ao amor; os pássaros trazem uma sensação de liberdade, paz e esperança; as casas lembram comunidade e pertencimento; enquanto os elementos do cenário regional aproximam a publicação de suas raízes nordestinas.

A própria escolha das tonalidades da capa merece destaque. Os tons terrosos, amarelados, verdes e avermelhados remetem à estética da literatura popular, às antigas impressões e às tradicionais ilustrações dos folhetos. Ao mesmo tempo, o acabamento visual apresenta uma linguagem contemporânea, fazendo uma ponte muito bonita entre tradição e inovação.

Há ainda uma informação fundamental colocada de maneira clara na própria arte:

“Uma reflexão em Literatura de Cordel sobre amor, respeito, diálogo, proteção e esperança.”

Essa pequena frase praticamente resume toda a proposta educativa da publicação.

O cordel não pretende somente falar da família de maneira romântica. Ele propõe uma reflexão sobre os valores necessários para que os vínculos familiares sejam fortalecidos: conversar, respeitar diferenças, proteger crianças e adolescentes, cultivar afeto e compreender que nenhuma família é construída apenas pela convivência, mas pelas relações que são alimentadas diariamente.

Por isso, a imagem criada por Pedro Henrique consegue conversar diretamente com o conteúdo.

As mãos representam proteção.
Os corações representam amor.
A proximidade representa diálogo.
A família reunida representa comunhão.
E todo o conjunto transmite esperança.

Essa criação integra um momento importante de fortalecimento institucional proporcionado pelas ações do Termo de Fomento nº 015/2026, por meio do Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande (FMAS) e da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG).

Esse apoio permitiu dar um novo impulso às atividades, melhorar materiais, fortalecer a comunicação visual e proporcionar mais qualidade à apresentação dos projetos desenvolvidos junto às comunidades.

E existe algo especialmente significativo no trabalho de Pedro Henrique: ele não está simplesmente produzindo logomarcas e capas isoladas.

Ao desenvolver as identidades do Jovem Repórter, Cordel nas Escolas, Família, Palco Literário, Café Prosa e Poesia e de outras ações, Pedro começa a construir uma linguagem visual capaz de apresentar a diversidade dos projetos e, ao mesmo tempo, revelar que todos fazem parte de uma mesma missão social.

Isso acontece porque existe convivência.

Quem conhece o projeto consegue enxergar além do nome.

Pedro conhece suas atividades, acompanha sua caminhada e compreende o sentimento existente por trás delas. Dessa proximidade nasce a sensibilidade para transformar ideias em símbolos.

Na capa de “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, essa sensibilidade talvez esteja resumida justamente nas duas mãos.

Elas poderiam simplesmente estar abertas.

Mas estão envolvendo.

Estão protegendo.

Estão dizendo silenciosamente:

“Aqui existe algo precioso que precisa ser cuidado.”

E talvez essa seja uma das mensagens mais bonitas que uma arte sobre família poderia transmitir.

Porque, independentemente das diferentes configurações familiares existentes em nossa sociedade, permanece uma necessidade comum a todas elas: amor, respeito, diálogo, responsabilidade, proteção e esperança.

É isso que o cordel procura ensinar.

É isso que a arte procura representar.

E é justamente quando arte, cultura e compromisso social caminham juntos que uma simples capa deixa de ser somente uma imagem e passa a ser também uma mensagem.

“A Família — O Primeiro Projeto de Deus”
Uma arte que acolhe. Um cordel que dialoga. Uma mensagem que convida cada família a cuidar daquilo que possui de mais precioso: seus vínculos.



 

Há imagens que identificam um projeto. Outras conseguem contar a sua história antes mesmo que alguém pronuncie uma palavra. A nova arte do Programa Cordel na Escola nasce com esse propósito: transformar em imagem mais de 15 anos de cultura, educação, cidadania e valorização das raízes nordestinas.




Há imagens que identificam um projeto. Outras conseguem contar a sua história antes mesmo que alguém pronuncie uma palavra. A nova arte do Programa Cordel na Escola nasce com esse propósito: transformar em imagem mais de 15 anos de cultura, educação, cidadania e valorização das raízes nordestinas.

Criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima, a identidade visual não surgiu apenas de um trabalho técnico de criação. Ela nasceu do olhar de alguém que conhece e convive com os projetos da SORAC, compreende sua trajetória e consegue perceber os sentimentos existentes por trás de cada ação. Por isso, cada elemento da arte possui significado.

No centro está uma criança representada pelo próprio livro, alegre, sorridente e de braços abertos para o conhecimento. É uma imagem que une infância, leitura e educação. A criança não está simplesmente segurando o cordel: de certa maneira, ela própria se transforma em literatura. Isso representa aquilo que o projeto procura fazer — permitir que crianças e adolescentes não sejam apenas leitores, mas participantes e protagonistas da cultura.

Na cabeça, o chapéu de couro nordestino carrega uma das simbologias mais fortes da identidade regional. Ele recorda o vaqueiro, o sertanejo, o homem e a mulher do campo, a resistência diante das dificuldades e a dignidade de um povo que aprendeu a transformar sua própria história em verso.

O chapéu fala do sertão.
O livro fala da educação.
O sorriso fala da infância.
E o cordel une tudo isso.

Em uma das mãos, o personagem apresenta o pequeno folheto escrito “Cordel”, com uma ilustração que remete à tradicional estética das xilogravuras e das capas da literatura popular nordestina. Na outra, carrega um livro. É como se a arte dissesse que cultura popular e educação caminham juntas.

Até os elementos que cercam o personagem — o sol, o mandacaru, as referências ao sertão, as formas e os traços inspirados no universo popular — ajudam a construir uma identidade imediatamente ligada ao Nordeste. As cores fortes e a tipografia marcante dão vida e modernidade à composição sem abandonar aquilo que é essencial: as raízes.

E essa é justamente a essência do Cordel na Escola.

Há mais de 15 anos, o projeto utiliza a poesia popular como instrumento para conversar sobre assuntos que ultrapassam os livros. O Estatuto da Criança e do Adolescente, a família, a prevenção às drogas, ao alcoolismo e ao tabagismo, cidadania, educação, valores humanos, direitos e deveres, além da preservação e valorização da cultura regional, encontram no cordel uma linguagem simples, próxima e profundamente nordestina.

Porque é possível ensinar uma lei através de versos.

É possível conversar sobre família através da poesia.

É possível trabalhar prevenção, cidadania e direitos sem abandonar a cultura.

E é possível fazer uma criança descobrir que aquilo que seus avós contavam, que o sotaque de sua terra, que o vaqueiro, o sertão, o repente, a xilogravura e o folheto de feira também são conhecimento, patrimônio e identidade.

Por isso, essa nova logomarca não procura apresentar o Nordeste como algo preso ao passado. Pelo contrário. Ela coloca nossas raízes dialogando com uma linguagem visual jovem, alegre e contemporânea.

Esse olhar também aparece nas demais identidades que Pedro Henrique vem desenvolvendo para os projetos da SORAC. Seja no Cordel na Escola, Jovem Repórter, Palco Literário, Café Prosa e Poesia ou em outras iniciativas voltadas às diferentes gerações, existe a preocupação de fazer com que cada arte tenha personalidade própria, mas continue pertencendo à mesma grande história institucional.

É aí que está a sensibilidade do trabalho.

Pedro conhece os projetos não apenas pelo nome. Ele convive com eles. Conhece seus objetivos, suas histórias e as pessoas alcançadas por suas ações. E essa proximidade permite transformar sentimento em imagem.

No Cordel na Escola, isso aparece com muita força.

A criança da logomarca poderia representar qualquer menino ou menina que recebe um cordel pela primeira vez e começa a folheá-lo por curiosidade. Depois lê um verso. Descobre uma rima. Aprende alguma coisa. Leva o livreto para casa. Mostra aos pais ou aos avós.

E, naquele pequeno gesto, acontece algo extraordinário:

a escola encontra a comunidade,
a criança encontra suas raízes,
a educação encontra a cultura
e o presente encontra o passado para construir o futuro.

É isso que essa arte procura representar.

Mais do que uma nova identidade visual, ela é uma homenagem à literatura de cordel, à infância, à educação e ao povo nordestino.

Porque o Cordel na Escola acredita que preservar nossas raízes não significa apenas olhar para trás.

Significa ensinar às novas gerações de onde viemos, para que elas tenham ainda mais força para escolher aonde querem chegar.

CORDEL NA ESCOLA
Educação em versos, cultura nas raízes e cidadania para transformar gerações.




 

Há artes que são feitas apenas para serem vistas. E há artes que carregam uma história.




Há artes que são feitas apenas para serem vistas. E há artes que carregam uma história.
A nova identidade visual do Projeto Jovem Repórter nasce justamente assim: não apenas como uma imagem para estampar uma camisa, aparecer nas redes sociais, no Instagram, Facebook, site ou nos materiais de divulgação, mas como a representação de uma caminhada construída por muitas mãos, muitas vozes e muitos sonhos.
O Jovem Repórter atravessa gerações levando comunicação, educação, cultura e cidadania para dentro das comunidades. Seu propósito sempre foi permitir que crianças, adolescentes e jovens percebessem que existe um mundo de possibilidades para além da sala de aula. É daí que ganha ainda mais sentido o seu lema:
“Um olhar além dos muros da escola.”
Porque olhar além dos muros é aprender a enxergar a comunidade. É observar os seus problemas e também suas riquezas. É aprender a perguntar, ouvir, entrevistar, escrever, fotografar, falar ao microfone e, acima de tudo, compreender que cada jovem também pode ser protagonista da própria história.
Registros públicos do projeto mostram justamente essa essência: estudantes aprendendo a produzir textos jornalísticos, discutir temas sociais, sugerir pautas, trabalhar com rádio, audiovisual e realizar coberturas de acontecimentos da escola e da própria comunidade. O Jovem Repórter nasceu para formar vozes, despertar o senso crítico e abrir espaços para o protagonismo juvenil.
E talvez seja justamente por conhecer essa história por dentro que Pedro Henrique Oliveira de Lima conseguiu traduzir tanto significado em uma nova arte.
Pedro não olhou para o Jovem Repórter apenas como alguém diante de uma tela criando um desenho. Ele olhou com os olhos de quem já esteve do outro lado. Como ex-aluno do projeto e hoje participante voluntário de sua caminhada, conhece a experiência de um jovem que encontra na comunicação uma oportunidade para descobrir capacidades que talvez nem soubesse possuir.
Por isso, cada elemento dessa nova identidade procura transmitir juventude, movimento, comunicação, criatividade e futuro.
A presença do jovem comunicador representa aqueles que estão começando a descobrir a própria voz. O microfone simboliza muito mais que um equipamento: representa o direito de falar e, principalmente, a responsabilidade de saber ouvir. A comunicação visual moderna aproxima o projeto das novas gerações e das novas tecnologias, enquanto a força da imagem procura transmitir credibilidade e mostrar que um projeto social também pode inovar, crescer e se apresentar com profissionalismo.
Para Pedro Henrique, essa criação também possui um significado afetivo.
É como se um jovem que um dia foi acolhido pelo projeto agora pudesse devolver um pouco daquilo que recebeu. Antes participante, hoje colaborador. Antes aprendendo, agora também ajudando a construir. A arte passa, então, a contar a própria história de transformação que o Jovem Repórter deseja multiplicar.
A nova identidade chega também em um momento de fortalecimento e ampliação das atividades, com as ações desenvolvidas por meio do Termo de Fomento nº 015/2026, junto ao Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande, possibilitando ampliar iniciativas e alcançar novas comunidades.
Mais estrutura significa chegar mais longe.
Mais qualidade significa oferecer novas oportunidades.
Mais comunicação significa permitir que outras vozes sejam ouvidas.
E uma identidade visual forte também faz parte dessa construção.
Quando um jovem vestir essa camisa, queremos que ele não esteja simplesmente usando uma logomarca. Queremos que carregue no peito o sentimento de pertencimento a uma história.
“Eu sou Jovem Repórter.”
Uma história construída nas escolas, nas comunidades, diante dos microfones, das câmeras, dos livros e das pessoas. Uma história que já chegou inclusive a espaços institucionais: registros oficiais do município mencionam a participação do Jovem Repórter em discussões relacionadas ao protagonismo infantojuvenil e à garantia de direitos.
A nova arte criada por Pedro Henrique representa, portanto, mais do que renovação.
Representa continuidade.
É a juventude de ontem ajudando a construir oportunidades para a juventude de hoje.
É alguém que passou pelo projeto dizendo, através de sua criatividade: “isso também fez parte da minha história e pode fazer diferença na história de outros jovens.”
Porque o Jovem Repórter nunca foi somente rádio, fotografia, entrevista ou reportagem.
É descoberta.
É pertencimento.
É oportunidade.
É voz e vez.
É transformação.
E enquanto existir um jovem disposto a olhar além dos muros da escola, haverá uma nova história esperando para ser contada.
JOVEM REPÓRTER
Um olhar além dos muros da escola.
Uma nova arte. A mesma essência. Novas gerações, novas vozes e muitos sonhos ainda por transformar em realidade.