segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Existem trabalhos gráficos que simplesmente ilustram uma publicação. Outros conseguem, antes mesmo da primeira página ser aberta, transmitir a mensagem que existe dentro dela. É exatamente essa a força da arte criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima para o cord el “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, do Poeta Aziel Lima, integrante das ações do Projeto Cordel nas Escolas.




Existem trabalhos gráficos que simplesmente ilustram uma publicação. Outros conseguem, antes mesmo da primeira página ser aberta, transmitir a mensagem que existe dentro dela. É exatamente essa a força da arte criada por Pedro Henrique Oliveira de Lima para o cord
el “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, do Poeta Aziel Lima, integrante das ações do Projeto Cordel nas Escolas.
Ao observar a capa, o primeiro elemento que chama a atenção são duas grandes mãos envolvendo a família. Não estão ali por acaso. Elas representam acolhimento, cuidado, proteção e amparo. Dentro delas aparecem pai, mãe e filhos, reunidos e próximos, transmitindo a ideia de comunhão, diálogo e pertencimento.

As mãos também carregam uma dimensão espiritual relacionada diretamente ao título “O Primeiro Projeto de Deus”. É como se representassem o cuidado divino envolvendo o núcleo familiar, protegendo aquilo que o cordel apresenta como um dos primeiros espaços de formação humana: o lugar onde aprendemos a amar, respeitar, dividir, perdoar, conversar e cuidar uns dos outros.

Pedro Henrique conseguiu trabalhar essa mensagem com sensibilidade porque não colocou apenas uma família no centro da imagem. Ele colocou a família dentro de mãos que acolhem.

E esse detalhe muda toda a leitura da arte.

Ao redor dessa cena principal, outros elementos ajudam a contar a história. Os corações remetem ao amor; os pássaros trazem uma sensação de liberdade, paz e esperança; as casas lembram comunidade e pertencimento; enquanto os elementos do cenário regional aproximam a publicação de suas raízes nordestinas.

A própria escolha das tonalidades da capa merece destaque. Os tons terrosos, amarelados, verdes e avermelhados remetem à estética da literatura popular, às antigas impressões e às tradicionais ilustrações dos folhetos. Ao mesmo tempo, o acabamento visual apresenta uma linguagem contemporânea, fazendo uma ponte muito bonita entre tradição e inovação.

Há ainda uma informação fundamental colocada de maneira clara na própria arte:

“Uma reflexão em Literatura de Cordel sobre amor, respeito, diálogo, proteção e esperança.”

Essa pequena frase praticamente resume toda a proposta educativa da publicação.

O cordel não pretende somente falar da família de maneira romântica. Ele propõe uma reflexão sobre os valores necessários para que os vínculos familiares sejam fortalecidos: conversar, respeitar diferenças, proteger crianças e adolescentes, cultivar afeto e compreender que nenhuma família é construída apenas pela convivência, mas pelas relações que são alimentadas diariamente.

Por isso, a imagem criada por Pedro Henrique consegue conversar diretamente com o conteúdo.

As mãos representam proteção.
Os corações representam amor.
A proximidade representa diálogo.
A família reunida representa comunhão.
E todo o conjunto transmite esperança.

Essa criação integra um momento importante de fortalecimento institucional proporcionado pelas ações do Termo de Fomento nº 015/2026, por meio do Fundo Municipal de Assistência Social de Campina Grande (FMAS) e da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG).

Esse apoio permitiu dar um novo impulso às atividades, melhorar materiais, fortalecer a comunicação visual e proporcionar mais qualidade à apresentação dos projetos desenvolvidos junto às comunidades.

E existe algo especialmente significativo no trabalho de Pedro Henrique: ele não está simplesmente produzindo logomarcas e capas isoladas.

Ao desenvolver as identidades do Jovem Repórter, Cordel nas Escolas, Família, Palco Literário, Café Prosa e Poesia e de outras ações, Pedro começa a construir uma linguagem visual capaz de apresentar a diversidade dos projetos e, ao mesmo tempo, revelar que todos fazem parte de uma mesma missão social.

Isso acontece porque existe convivência.

Quem conhece o projeto consegue enxergar além do nome.

Pedro conhece suas atividades, acompanha sua caminhada e compreende o sentimento existente por trás delas. Dessa proximidade nasce a sensibilidade para transformar ideias em símbolos.

Na capa de “A Família — O Primeiro Projeto de Deus”, essa sensibilidade talvez esteja resumida justamente nas duas mãos.

Elas poderiam simplesmente estar abertas.

Mas estão envolvendo.

Estão protegendo.

Estão dizendo silenciosamente:

“Aqui existe algo precioso que precisa ser cuidado.”

E talvez essa seja uma das mensagens mais bonitas que uma arte sobre família poderia transmitir.

Porque, independentemente das diferentes configurações familiares existentes em nossa sociedade, permanece uma necessidade comum a todas elas: amor, respeito, diálogo, responsabilidade, proteção e esperança.

É isso que o cordel procura ensinar.

É isso que a arte procura representar.

E é justamente quando arte, cultura e compromisso social caminham juntos que uma simples capa deixa de ser somente uma imagem e passa a ser também uma mensagem.

“A Família — O Primeiro Projeto de Deus”
Uma arte que acolhe. Um cordel que dialoga. Uma mensagem que convida cada família a cuidar daquilo que possui de mais precioso: seus vínculos.



 

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